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Hemocentro de Rio Preto promove ação para aumentar cadastrados no Registro Nacional de Doadores Medula Óssea
27/03/2019

Nos dias 26, 27 e 28 de março, os profissionais do Hemocentro de Rio Preto estão presentes na Universidade de Rio Preto, Unirp - Campus I, para promover ação que visa aumentar o número de cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Na quarta-feira, 27, esclareceram dúvidas em relação ao cadastro e coletaram sangue dos estudantes, colaboradores e professores que se voluntariaram. Já amanhã, 28, a ação acontece com os alunos do período noturno, campi I e III.

Até a manhã de hoje, já tinham sido colhidas cerca de 400 mostras para o cadastro. A expectativa é que até o fim da ação sejam captados mais de mil novos registros. "Isso representa a esperança para milhares de pessoas no Brasil já que é por meio do Redome que se existe a chance de achar alguém compatível para um futuro transplante. Para se ter uma ideia, as chances de ser compatível com irmãos de mesmo pai e mãe é de 25%. Quando se procura fora das famílias, a chance cai para uma em 100 mil, no país. Então, número aqui é fundamental, quanto mais pessoas no registro, maiores as chances, esclarece Bárbara Cabrera, coordenadora da Captação do Hemocentro.

“Outra coisa a ser explicada é que cadastro e transplante são duas situações completamente diferentes. Para cadastrar-se no Redome basta coletar somente 4ml de sangue, aproximadamente 80 gotas, o que preenche apenas o fundo de um copo de café. Ou seja, é indolor e muito rápido. Quem quiser, pode ir ao Hemocentro ou aproveitar ações como estas, na Universidade, e participar. Basta trazer documento com foto”, complementa.

Lucas Antonio Brambatti, aluno de administração da Unirp, foi um dos que se cadastrou hoje e conta que saber da história de outras pessoas o levou a ser parte do Redome. "Assisti a uma palestra há uns dias atrás de pessoas que passaram por leucemia e por transplantes. Não podemos esperar pessoas próximas passarem por isso. Entendi que temos de estar dispostos a ajudar. Descobri, na palestra que mesmo que nunca tenha doado sangue, posso apenas participar do Registro. Foi muito legal participar!", pontua.

Estatísticas

A principal doença que pode levar à necessidade de um transplante é a leucemia, em seus diversos subtipos. Os Serviços de Oncologia (Adulto e pediátrico) que atendem a pacientes com este diagnóstico na Funfarme expandiu e, nos últimos oito anos, duplicou, saltando de 1504 para 2934 atendimentos no ano.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, INCA, estima-se que foram 10.800 casos novos da doença no Brasil em 2018, atingindo quase que igualitariamente os sexos, mas afetando pouco mais aos homens, sendo 5.940 do sexo masculino e 4.860 feminino.

O que é a leucemia?

O INCA define a doença como A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

A medula óssea é o local de fabricação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.

Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa. Essa célula anormal não funciona de forma adequada, multiplica-se mais rápido e morre menos do que as células normais. Dessa forma, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas.

Existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro primários são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).

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