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Doe Medula Óssea

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Dúvidas Frequentes

O que é Medula Óssea?
A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, conhecida popularmente por ‘tutano’. Nela são produzidos os componentes do sangue: leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas.
Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?
A medula espinal é a continuidade do sistema nervoso central e está localizada na coluna vertebral, portanto, remete-se ao sistema nervoso. Medula óssea está localizada na matriz óssea, principalmente nos ossos longos, sendo responsável pela produção das células que constituem o sangue.
O que é compatibilidade?
A compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6, que deve ser igual entre doador e receptor. Por meio de testes laboratoriais específicos é checada a compatibilidade a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade ou HLA.
O que é transplante de medula óssea?
É a substituição de uma medula óssea doente ou deficitária por outra sadia. É um tipo de tratamento proposto para várias doenças, tais como aplasias, leucemias, linfomas e tumores sólidos. O transplante pode ser autólogo (quando a medula vem do próprio paciente) ou alogênico (a medula vem do doador). A fonte de células para o transplante pode ser a própria medula óssea, o sangue periférico estimulado - CPP (células progenitoras periféricas) ou o cordão umbilical (sangue de cordão umbilical e placentário – SCUP).
Como é o transplante para o doador?
O doador faz um rigoroso exame clínico, incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde, antes da doação. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, como trabalho e alimentação. A doação pode ser realizada em centro cirúrgico, sob anestesia, por coleta direta na matriz óssea – punção no osso da bacia, OU coletada do sangue periférico, através de punção venosa, com emprego de um equipamento apropriado (máquina de aférese) – para esse tipo de coleta o doador passa por um preparo pré doação, recebendo doses diárias de uma medicação que aumenta o número das células-tronco e faz com que parte delas migrem da medula óssea para o sangue.
Como é o transplante para o paciente?
O paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Isso acontece depois de se submeter a um tratamento quimioterápico que ataca as células doentes e destrói a própria medula. A nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por este motivo, ele deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. São necessários cuidados com a limpeza e com os esforços físicos acentuados. Por um período de aproximadamente 35 dias, o paciente precisará ser mantido internado para total recuperação medular. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, mas em regime ambulatorial, sendo necessário em um alguns casos o comparecimento diário ao hospital.
Quais os riscos para o doador?
Os riscos são baixos. Em poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória minuciosa confere as condições clínicas e cardiovasculares do doador como o objetivo de orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento cirúrgico (quando coleta por punção óssea). Nos casos de coleta por aférese pode-se formar hematoma no local da punção venosa e, dependendo da sensibilidade de cada doador, ocorrer reação ao anticoagulante utilizado na máquina (náusea, calafrios), o que é raro acontecer.
Quais os riscos para o paciente?
Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento até a recuperação medular. Com a recuperação da medula, as novas células se desenvolvem com uma nova ‘memória’ e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do paciente como estranhos. Esta combinação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum.
O que fazer quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador compatível aparentado (geralmente um irmão), a alternativa para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto  nacional ( no REDOME- Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), como no exterior. Hoje existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem aproximadamente 3 milhões doadores.
O que é REDOME?
O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) é um sistema que reúne as informações (nome, endereço, resultados do exame HLA, raça, sexo) de pessoas que se voluntariam a doar medula óssea para pacientes que precisam do transplante. O software permite o cruzamento das informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no REDOME com as dos pacientes inscritos no REREME (Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea). Quando a compatibilidade é verificada, a pessoa é convocada para realizar a doação, mas se decidir pode desistir da doação. O sistema está instalado no INCA (Instituto Nacional do Câncer).  
Quantas instituições de saúde fazem o transplante no Brasil?
No estado de SP o serviço de transplante de medula óssea vem sendo descentralizado, facilitando o acesso dos pacientes. Hoje, além da capital paulista, várias instituições do interior executam esse procedimento, como por exemplo São José do Rio Preto, Barretos, Jaú, Ribeirão Preto e Campinas.